1 Ser patriota é fugir da realidade?


Certa vez, numa dessas provas, não me recordo agora se era Enem, Saresp, Concurso Público, enfim me fizeram essa interrogação. Desde então passei a refletir no assunto.
Acredito que o sentimento de patriotismo ainda corre nas veias de parte da população brasileira, porém outra parte, maioria, já se acostumou com os problemas sociais e desistiu de defendê-lo.
Durante a construção da identidade brasileira existiram grandes homens que fizeram nossa história, como por exemplo, Gonçalves Dias, que ao ser exilado do país escreveu Canção do Exílio, poema do romantismo brasileiro que exalta a pátria.
Sem mencionar os jovens das décadas de 70, 80 e 90, que marchavam pelas ruas, defendendo os interesses da nação através de movimentos como “Diretas já”, “Caras – Pintadas” entre outros.
A realidade do Brasil hoje é outra. Um país emergente, informações manipuladas, governos manipulados e manipuladores, crianças morrendo com balas perdidas, quando não de overdose, onde pessoas passam fome...
Fruto de uma má distribuição de renda. Apesar de estar entre as dez maiores economias do mundo deixa seu povo padecer na miséria...
Diante desses e outros fatos, já não é orgulho para nós dizer que somos brasileiros, contudo acredito que ser patriota não é fugir da realidade, mas sim acreditar que essa realidade pode ser mudada.

1 comentários:

Insônia Insana disse...

É possível mudar a realidade sim!
Patriotismo, nacionalismo, hino nacional, e o diabo a quatro, são desnecessário, quando há o necessário: fome espiritual!
Faço das palavras de Frei Betto uma pausa para reflexão:
"Não só de pão vive o homem. Eu, se tivesse fome e estivesse abandonado na rua, não pediria um pão, pediria meio pão e um livro. Critico violentamente os que falam apenas de reivindicações econômicas, sem jamais ressaltar as culturais, que os povos pedem aos gritos.
Ótimo que todos os homem comam; melhor que todos tenham saber. Que gozem todos os frutos do espírito humano, porque o contrário é serem transformados em máquinas a serviço do Estado, convertidos em escravos de uma terrível organização social.
LAMENTO MUITO mais por um homem que deseja saber e não pode, do que por um faminto. Este aplaca a fome com um pedaço de pão ou algumas frutas. Mas um homem que tem ânsia de saber e não possui os meios, sofre uma profunda agonia, porque são livros, livros, muitos livros, de que necessita. E onde estão esses livros?
Livros! Livros! Palavra mágica que equivale a dizer: 'amor, amor', e que os povos deviam pedir como pedem pão ou anseiam por chuva após semearem." (Caros Amigos, Ed. n°167, Frei Betto, p. 9)

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