0 Happy Day

Acho que ando lendo demais o blog da minha amiga Fernanda Souza, que não é atriz e sim jornalista. Aquele blog que tem um nome parecido com este. Enquanto eu juro que é mera coincidência, ela vive me acusando de plágio...rsrsrs...mas o problema já foi resolvido, prometi pra ela que assim que meu tico e o teco voltarem das férias, eu vou trocar, se é que eles voltam um dia.
O fato é que a rabugice tem tomado conta de mim, tem invadindo meu ser nos últimos dias, então decidi compartilhar com vocês um “Dia Feliz”.
Pegando carona na última postagem da minha amiga jornalista que leva nome de uma atriz quero aqui concordar que os desfavorecidos financeiramente não têm vez.
E alguém deve se perguntar: desfavorecidos? É, esse é o nome carinhoso que se dá aos pobres.
Minha mãe diz que eu sou um Jabuti, carrego a casa nas costas, e sabe que estou até concordando, pois quando saio de casa tenho que colocar na mochila, algo pra comer, pois nunca sei a hora que vou conseguir voltar, sem falar no protetor solar, a blusa de frio e o guarda-chuva porque nunca sei quando vai fazer sol, chover ou esfriar.
Voltando a falar sobre the my happy day, pois bem: habilitada há três anos e ainda sem condições financeiras de adquirir meu próprio veículo automotor sigo na luta incansável de usar veículos alheios correndo o risco de quebrá-los e aí eu que não tenho dimdim nem pra comprar o meu, vou ter que arcar com o conserto, em caso de conserto, como já ocorreu uma vez... Sigo também pegando carona com alguns filhos de Deus. Mas, quando estou cheia da grana eu viajo mesmo é de ônibus, porque isso sim é que é chique de doer...e as vezes dói mesmo....dói as costas, dói o traseiro naqueles bancos hiper confortáveis e dói principalmente os ouvidos de tanto ouvir besteiras dos passageiros, a maioria Fubás.
Fubás? Fubá é o substantivo designado aos “sem noção”.
No último domingo fui até Andradina fazer uma prova e então entrei num suburbano às 9h45 e consegui chegar ao meu destino às 12h, duas horas e quinze minutos de viagem, detalhe, 50 km separam as duas cidades. O buzão entrou em todo e qualquer buraco, sem falar nas paradas feitas na margem da rodovia.
Enquanto eu tentava estudar, pessoas dialogavam abrindo descaradamente a vida para seres que acabaram de conhecer. Sem falar nos que vivem no coletivo, mas ainda não aprenderam a passar aquele infame cartão e ficam dando barraco na hora de sair.
Mas o fim da picada mesmo foi o indivíduo que sentou ao meu lado, destapou sua vasilha e degustou várias tangerinas e minutos depois passou a expelir ondas sonoras atreladas à fragrâncias nada agradáveis, fazendo do ônibus a sua casa, ou seja, uma pocilga. Fala sério hein gente ser desprovido de money é uma coisa, agora desprovido de Educação....
Eu, educada que aprendi a ser, pedi licença ao cidadão e fui sentar em outro banco..."pá caba”.
No retorno tomei um convencional, na esperança de que a viagem fosse um pouco mais agradável, mas novamente frustrada dividi a poltrona com uma senhora que tagarelava sem parar, falando coisas absolutamente sem nexo sobre política...e eu fui obrigada a ouvir...
Enfim, pobre que quer conforto, rapidez e quiçá segurança financie seu corcel II – 88 e não dependa de ônibus!!! 

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